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querotrazerapoesiaparaarua

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Deito-me Na Cama Vazia

Imagem - Lauri Blank

 

Deito-me na cama vazia

E entrego-me ao silêncio

Não há ecos

Não há sombras

Não há braços, nem pernas

À espera de mim

 

O meu corpo molda-se aos lençóis

E enrola-se no sonho

Na maresia do desejo de te ter

De te encontrar

Aqui na penumbra do meu quarto

No sossego das minhas vozes

Na tempestade do meu ser

Sedento de ti

 

Abro os sentidos em mim

Devagarinho, como quem abre

Uma porta antiga, selada de tempo

E deixo-te entrar

Sorrateiro e imponente

Na tua dimensão emprestada

À minha fantasia

 

Sinto o teu peso sobre mim

A deslizar num movimento febril

E o teu rosto indistinto de sépia

Numa moldura de outro século

Liberta-me em espasmos doloridos

Resgata-me da minha solidão

Para me levar contigo

 

O Amor franqueia todas as cancelas

A eternidade é o momento

 

Ana Wiesenberger in Erotismus – Impulsos e Apelos


Imagem - Lauri Blank

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