Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

querotrazerapoesiaparaarua

querotrazerapoesiaparaarua

Pai

O meu pai, António Franco Dias

Pai,

Os meus pulsos nunca ficaram fortes

Mas não te vou desiludir, descansa

Tenho a alma salpicada de marcas puras de leopardo

E os meus olhos míopes vêem tão bem como as águias

 

Pai,

Às vezes, receio inspirar a força do dia

Mas depois, a brisa vem

E faz-me adivinhar os murmúrios das folhas

 

Pai,

A solidão das promessas por cumprir

Abre feridas na minha pele

Mas eu não tenho medo

Hei-de hastear as minhas bandeiras bem alto

Sofrer a tortura do escárnio

Aguentar a indiferença, a má vontade

Dos que não querem pensar

 

Pai,

Quando eu perder a força e me esvair de mim,

Por favor, estende os teus braços para me amparar

Na angústia da queda, que não desejo

Só os que são esquecidos

Morrem verdadeiramente


Ana Wiesenberger      

                                           

Imagem - fotografia do meu pai

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Corredores, 2015

Portugal, Meu Amor, 2014

Idades, 2012

Dias Incompletos, 2011

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2014
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2013
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2012
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D