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querotrazerapoesiaparaarua

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Quando Os Gritos Morrem Na Garganta

Samuel van Hoogstraten

 

Quando os gritos morrem na garganta
Sob o estrangulamento do que deve ser
Do que não pode ser

Quando as emoções são fumadas
Em cigarros de dor
Reduzidas a cinza nos cinzeiros
Ao cheiro baço que se infiltra
Em todos os cantos da casa

Quando os diálogos são iguais
Em todos os dias
Às mesmas horas
As palavras são meros semáforos
Para concretizar acções vazias
Por entre paredes derrotas
Na sua condição de lar

Quando sentes frio
E o barómetro marca uma temperatura
Amena

Quando as vozes na tua cabeça
São a agonia do silêncio em redor

Quando te desligas à noite
No abraço de um composto químico

Quando despertas sem vontade
E o café é lento a dar-te corda ao corpo

Quando encetas uma data
Com os gestos, já gastos na anterior
E nem sabes, porque o fazes

Então, existes
Mas não vives

Ana Wiesenberger
30-10-2013

 

Imagem - Samuel Van Hoogstraten

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