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querotrazerapoesiaparaarua

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Raramente Choro

 

Raramente choro

E no entanto, quando o faço

Pareço querer transformar o Tejo e o Sado

No Amazonas

 

As lágrimas não trazem alívio

Destroem pestanas

Deixam os olhos inchados

E no dia seguinte, fazem-nos sentir pior

Ao vermos a ruína em que a tempestade

Transformou os nossos rostos

 

Não sei, porque elas me acontecem

Há tanta dor reunida em dias de olhos secos

Chego a pensar, que são matreiras

E esperam pelo momento

Em que baixamos a guarda à tristeza

Só porque a ela já nos habituámos

 

Sempre achei, que Hemingway tinha razão

A man can be destroyed but not defeated

Daí, as guerras não terem fim

E as vidas tortuosas se alongarem

Em vez de se extinguirem

Dobradas sob a desesperança dos dias

 

Hoje à noite chorei

Mas já untei as pálpebras e as bochechas

De creme reparador

Não me apetece empanturrar-me de realidade

Antes de tomar o pequeno-almoço

É pena, que ainda não inventassem

O sérum perfeito para compor

As mossas e as marcas do desassossego na alma

 

Ana Wiesenberger

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