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querotrazerapoesiaparaarua

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Basta!

François Escamel

 

 

Basta!

Estamos fartos de servir

Quem não serve os nossos interesses

Estamos cansados de sustentar

Os esquemas corruptos de uma Banca

Que sustém sempre os mesmos

 

Basta!

Estamos fartos de acreditar

Em Planos de Recuperação, Concertação

Que deixam o nosso país de rastos

Obrigam os nossos filhos a procurar trabalho

Além fronteiras

E inviabilizam a educação

Dos que se querem construir

 

Basta!

Estamos fartos de ver

O Desemprego a crescer

A taxa de depressões e suicídio a aumentar

Os rostos tristes e desiludidos dos mais velhos

A angústia das mães e dos pais do nosso povo

 

Basta!

Estamos fartos de ser iludidos

Rebaixados na nossa autonomia

Vendidos a retalho

Num mercado que nos suga

 

Basta!

Queremos as nossas vidas de volta

Queremos ser novamente

Um Portugal íntegro e livre

 

02-03-2013

Ana Wiesenberger

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Basta!

Basta!
Estamos fartos de servir
Quem não serve os nossos interesses
Estamos cansados de sustentar
Os esquemas corruptos de uma Banca
Que sustém sempre os mesmos

Basta!
Estamos fartos de acreditar
Em Planos de Recuperação, Concertação
Que deixam o nosso país de rastos
Obrigam os nossos filhos a procurar trabalho
Além fronteiras
E inviabilizam a educação
Dos que se querem construir

Basta!
Estamos fartos de ver
O Desemprego a crescer
A taxa de depressões e suicídio a aumentar
Os rostos tristes e desiludidos dos mais velhos
A angústia das mães e dos pais do nosso povo

Basta!
Estamos fartos de ser iludidos
Rebaixados na nossa autonomia
Vendidos a retalho
Num mercado que nos suga

Basta!
Queremos as nossas vidas de volta
Queremos ser novamente
Um Portugal íntegro e livre

02-03-2013
Ana Wiesenberger

Imagem - fonte desconhecida

Foto de manifestação a preto e branco

Sinto O Meu Povo A Borbulhar De Raiva

Honoré DaumierSinto o meu povo a borbulhar de raiva
A voz sangrada
já não teme ser sangrenta
As camisas rotas que o desespero amotinou
Não se vêem nas vestes
Só na voz e nos gestos crispados

O meu povo minado de roubo e corrupção
Ameaça barreiras
Ergue as bandeiras
De uma dignidade ultrajada
Num quotidiano de medo e repressão

Foram-se os postos de trabalho
E a esperança de serem recuperados
Foram-se os nossos filhos além-fronteiras
Por verem negadas as perspectivas de vida
E o reconhecimento das qualificações

Meu povo triste, de gerações maceradas
Ainda na memória do hoje
Que se quis acreditar democrático

Meu povo
Tocha de coragem em tempo de fome e de amargura
Ultrapassa a sombra da resignação
E Reivindica o teu país

Meu povo
Povo de Portugal
Queimemos os elos da hipocrisia malfazeja
Rasguemos com os nossos dentes cansados
As mordaças dissimuladas deste poder
Sejamos a força das quinas da nossa bandeira
Salvemos a nossa terra, a nossa herança
O nosso hino
Tracemos de novo, com coragem
O destino da nossa pátria

16-09-2012
Ana Wiesenberger (in Portugal, Meu Amor)

Imagem - Honoré Daumier

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